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Alfabetização em tempos de pandemia

De acordo com um levantamento publicado em julho do ano passado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais no país ficou em 6,6% em 2019.

Se comparado com 2018, a estatística caiu 0,2 pontos percentuais, o que equivale a cerca de 200 mil analfabetos a menos em 2019. Mais da metade dos iletrados vive na região Nordeste, e 21,7% residem no Sudeste.

Com a suspensão das aulas presenciais ocasionadas pela pandemia do Covid-19, muitas dúvidas ainda permanecem sem resposta no quesito aprendizado, entretanto, o atraso na alfabetização tem sido uma preocupação constante, pois, infelizmente, o Brasil já conta com mais de 11 milhões de analfabetos acima de 15 anos.

No conteúdo a seguir, confira os detalhes sobre a importância da etapa de alfabetização, saiba como as instituições de ensino estão encarando esse processo, além da importância dos pais nessa caminhada e dicas para auxiliar os pequenos alunos. Boa leitura!

Em matéria divulgada no Correio Braziliense, uma das 20 metas previstas no Plano Nacional de Educação é erradicar o analfabetismo até 2024. Mas, o impacto do novo coronavírus, somado às dificuldades históricas no ensino, torna ainda mais distante a realização desse objetivo.

De fato, a pandemia escancarou as dificuldades do ensino nas escolas brasileiras e, nessa situação, os municípios, gestores, diretores e professores têm se esforçado para que os alunos mantenham o foco, de maneira que seja possível a continuidade do aprendizado a partir de onde o processo foi interrompido.

 

O que é a alfabetização?

Considerada uma das fases mais importante do desenvolvimento da criança, a alfabetização é um processo desafiador, pois envolve muito mais do que ensinar a contar números e escrever as primeiras palavras.

Acontecendo na primeira infância, é nessa fase que a criança começa a colocar em prática a capacidade de interpretar, compreender, criticar e produzir o conhecimento.

Um bebê de 0 a 3 anos, por exemplo, demonstra curiosidade por ouvir histórias, por isso é importante ler para os bebês sempre. Já na fase de 4 a 5 anos, as crianças conseguem escrever seu próprio nome, reconhecendo esse conjunto de letras como uma palavra.

 

As atividades de alfabetização devem começar antes mesmo da alfabetização

Entre as atividades utilizadas para o enriquecimento do período de alfabetização, podemos destacar:

– Brincadeiras

– Musicalidade

– Pinturas e desenhos

– Integração com outros coleguinhas

– Atividade lúdicas

 

A partir do momento em que a criança se torna letrada, um mundo de possibilidades se abre

Para as crianças em idade pré-escolar, além de um ambiente de muito aprendizado a partir de livros, lousas e cadernos, essa etapa também proporciona ensinamentos de convivência, respeito e interação social.

Necessário para toda a vida, o letramento possibilita a conexão com o mundo, por isso, a pressão para uma aprendizagem muito rápida e fora dos padrões naturais, podem afastar a criança do encantador universo da escrita e leitura.

 

Nessa fase, é essencial que os pais deixem de lado as comparações com outras crianças, pois cada uma tem o seu tempo e modo de aprender

 

O papel da escola e da família

De fato, a situação completamente nova exige sensibilidade, criatividade e empatia. O cenário exige muita dedicação e paciência, afinal, tanto os aluninhos quantos os pais, precisam de muita calma para encararem esse desafio juntos!

O processo de alfabetização depende muito da interação entre professor e aluno, infelizmente, mesmo com todas as ferramentas, muitas crianças estão enfrentando os desafios com as primeiras palavras, por estarem em um ambiente totalmente diferente da escolinha.

Agora, com as aulas acontecendo à distância e mediadas pela tecnologia e enviadas para as famílias através do e-mail, WhatsApp, Google Sala de Aula, grupos no Facebook ou aplicativos próprios para essa tarefa, mais do que nunca, além de todo o suporte prestado pela escola através dos educadores, a família também tem papel fundamental nessa caminhada.

Toda essa situação e desafios têm aproximado os professores e as famílias. Outro ponto é que, com o prolongamento da pandemia e aulas em casa, ao desenvolverem o hábito de acompanhar de perto a evolução dos filhos, muitos pais acabaram encontrando as melhores formas de ensinar e de serem compreendidos pelas crianças.

 

É hora de se reinventar

Mesmo com as lacunas no sistema online, no presencial ou híbrido, para conseguir com que as crianças avancem na aprendizagem, algumas técnicas simples podem contribuir muito nessa etapa como, por exemplo, criar um cantinho de leitura e momentos para contação de historinhas, fazer lista de compras na companhia dos pequenos, ler os rótulos de embalagens e jornaizinhos de supermercados. A seguir, confira dicas retiradas do site Cursos iPED:

Letras e imagens coloridas

Compre revistinhas, gibis e outras publicações que, além das palavras, chamem atenção pelas imagens. É uma prática saudável que pode ajudar e muito na alfabetização da criança.

Tenha uma lousinha

Com uma lousa em casa, é possível estimular tanto a criatividade por meio de desenhos, como também a iniciação à escrita de pequenas palavras. Comece pelos nomes familiares, aliando os desenhos aos respectivos nomes dos integrantes.

Caderno de caligrafia

Conhecido pela maioria dos adultos, o caderno de caligrafia é altamente didático e evolutivo, pois começa do básico e vai aumentando a dificuldade. Além de estimular a escrita, aproxima a criança da leitura. Para os mais grandinhos, ajuda a melhorar a organização e aparência da grafia.

Lembre-se, o incentivo deve ser constante!

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